30 de set de 2010

Jimmie Vaughan - Strange Pleasure

Quem será irmão de quem?
O Jimmie era irmão do S.R.V. ou S.R.V. era o irmão do Jimmie?

Sim eu sei, que o mais famoso foi Stevie e não estou questionando isto, mas será que existiria um Stevie se o Jimmie não estivesse por tráz o impulsionando, o ajudando e cuidando como um irmão leal deve fazer?

Acredito que pra Jimmie Vaughan que queria como tantos ser um músico de sucesso, ver seu irmão mais novo despontar como um dos melhores e depois ser comparado só aos gênios não deva ter sido fácil, mas o que vemos é um irmão devotado ao extremo no início da carreira de Stevie, depois qdo no auge um pouco afastado envolvido com sua própria vida e problemas e após a morte um abnegado irmão que tudo fez pra que a imagem do irmãozinho tivesse o destaque que merecia.

Me lembro bem de um tributo entre muitos em que ele só faz ponta com astros como BBKing, Eric Clapton e Bonnie Raitt, além de Robert Cray entre outros; e ainda foi acusado de querer tirar vantagem da morte do irmão, sendo que ele produziu, bancou, convidou e formatou o tributo!!!!

Seres humanos, somos engraçados não?
Minha pequena homenagem ao talvez incentivador maior de S.R.V. que sempre fez questão de respeitá-lo e se ele respeitava, quem sou eu pra discordar?

Obs: Apesar de ser o irmão mais velho, pra quem não conhece bem, esse disco considero um dos melhores em variação de estilos e jeito de tocar e cantar o que deixa bem claro que tinha luz própria; comprei e ouvi muito com prazer!!!!Vaughan começou a tocar influenciado por Jimmie, seu irmão mais velho e integrante do célebre grupo The Fabulous Thunderbirds. Além da banda, o jovem Stevie invejava a coleção de discos do irmão que, entre outros, tinha trabalhos de Jimmy Reed, Albert King, B.B. King, Kenny Burrell, Albert Collins, Charlie Christian e Django Reinhardt.

Curiosamente, o primeiro instrumento que Stevie quis tocar era a bateria, mas não havia nenhuma em sua casa. Depois, veio a vontade de tocar saxofone, e Stevie chegou a experimentar o instrumento, mas o máximo que ele conseguiu produzir foram alguns grunhidos. Desobediente, em 1963 ele desrespeitou a ordem do irmão mais velho para que ficasse longe das suas guitarras.

E foi assim, às escondidas, que ele descobriu sua paixão pela guitarra e sua identidade com o blues.
Boa praça, Jimmie não ficou nervoso quando flagrou o irmão tocando uma de suas guitarras. Pelo contrário, ao ver o potencial do garoto, deu-lhe de presente uma Gibson Messenger, guitarra que foi logo substituída por uma Fender Broadcaster 1952, outro presente de de Jimmie.

Não se sabe ao certo se a verba veio de sua mesada ou de algum bico, mas em meados dos anos 60 Stevie comprou seu primeiro disco, um compacto com o hit instrumental "Wham", de Lonnie Mack. Foi desse disco - e de vários outros de Albert King - que Stevie começou a forjar seu estilo (Texto já postado aqui em SRV)."Jimmie Vaughan é o irmão mais velho do saudoso Stevie Ray Vaughan, sendo um dos seus maiores incentivadores e, segundo o próprio Stevie, uma de suas influências na guitarra, apesar do estilo bem mais calmo e modesto do primogênito, em contraste com o virtuosismo nervoso do caçula.

Pouco tempo antes do trágico acidente de helicóptero que vitimara o irmão, eles gravaram juntos, como os Vaughan Brothers, um disco chamado Family Style que, embora classificado apenas como mediano pela crítica, para mim é uma obra prima do gênero. No final dos anos 70, Jimmie formou ao lado do vocalista e gaitista Kim Wilson uma das minhas banda favoritas, o Fabulous Thunderbirds, grupo texano que fazia blues, blues-rock e rock’n’roll de primeiríssima qualidade.

Apesar de ter nascido no Mississipi, Omar Kent Dykes é guitarrista e cantor do grupo texano Omar & the Howlers. Depois de concluir os seus estudos ele se mudou com a família para Austin, Texas, aonde conheceu Stevie Ray Vaughan que, segundo a lenda, por um curto espaço de tempo tocou com ele no início do the Howlers. Essa banda, que gravou seu primeiro disco em 1980 (Big Leg Beat), existe até hoje.
Obs: esta foto mostra o respeito que Jimmie tem, aqui tocando com B.B.King e James Cotton

Não é bem conhecida por aqui, mas é muito querida nos EUA, em especial no Texas, sendo uma espécie de cult em alguns locais da Europa.
Mathis James Reed, mais conhecido como Jimmy Reed, nasceu em 6 de setembro de 1925, em Dunleith, no Mississipi.

Aprendeu a tocar gaita e violão com seu amigo Eddie Taylor, igualmente um renomado bluesman. Na década de 1950, Reed tinha se estabelecido como um popular músico local e freqüentemente tocava na banda de John Brim, "The Gary Kings" e nas ruas, ao lado de Willie Joe Duncan. Ele tentou, mas não conseguiu um contrato com a Chess Records, principal selo de blues naquele tempo, assinando em seguida com a Vee-Jay Records, graças à ajuda do então baterista Albert King.

Nessa época ele se encontrou novamente com Eddie Taylor, que passou a tocar com Reed até a sua morte em 1976, na Califórnia. O alcoolismo foi um empecilho para que sua carreira alcançasse vôos mais altos, mesma assim ele se tornou uma verdadeira lenda entre os bluesmans e suas músicas foram gravadas por gente grande do naipe dos Rolling Stones, John Mayall, Eric Clapton, Johnny Winter...
Informações retiradas do blog
"BoogieWoody" ."

Obs: este link não é meu, mas como o disco é muito bom e ele está em flac e tamanho adequado achei que valia a pena pra repostar, prq quero mais é fazerem musicas circularem e pouco me importa quem fica com os créditos, se o trabalho do cara que vcs vão ver é bom, que seja conhecido tb.

Enjoy!!!!!!!!!!!!!!!

27 de set de 2010

Working Man - Rush Tribute

Bem, fazendo meu giro noturno como todo lobo que se preza qdo algo chama a atenção lá vou eu......já havia baixado e sou mesmo pretensioso em postar tributos prq sempre se corre o risco de ser muito bom ou um lixo; mas meus irmãozinhos do Então Era Wilson Dio e Diego não se arriscam a toa e resolvi fazer uma aquisição; mas depois de ouvir resolvi postar com os devidos créditos, afinal foi lá que encontrei e não gosto de repostar como se fosse meu ou minha idéia.

A Música é livre, mas o mínimo que se precisa é caráter e dar créditos a quem merece e tb com isso caso venham críticas, já tenho com quem dividir (ré,ré,ré); mas confio e muito no bom gosto do Dio e por isso trouxe pra toca, mas não resisti e fiz algumas pequenas mudanças, acrescentando um pouco mais de informação como gosto de fazer mas simplesmente porque ser prolixo é meu estilo e tenho liberdade com eles pra isso.

Obs: esta é mais uma de minhas insistentes repostagens, tem ainda muita coisa a ser postado por aqui, mas está me incomodando ficar com posts em rascunho e quero pelo menos aliviar a carga um pouco; mas não reposto qqr coisa tb prq não fiz isso inicialmente; é só um lembrete prq alguns que acompanham a mais tempo podem estranhar e assim fica tudo explicado."Esse tributo é um dos 3 que meu amigo e parceiro de rock Wagner me trouxe semana passada. Como o Rush tá em alta aqui em casa por esses dias, resolvi postar esse excelente disco. Muito bem produzido, e com a participação duma galera fera, maior parte velhos conhecidos nossos (Sebastian Bach, Mike Portnoy, Fates Warning, entre outros. Aí não tem como sair ruim. Os outros dois (1995 Supper's Ready - A Tribute To Genesis e 2005 Tribute To Rush – Subdivisions) não chegam a me impressionar tanto, mas esse, em especial, é um baita disco."
Dio
"I usually skip tribute albums, especially those with an ensemble cast of musicians from various bands. I couldn't resist the Rush tribute album Working Man though. Not only is the caliber of musicians far better than the typical unemployed hair metal guys you'd usually find on a tribute album, they are (for the most part) also some of the best representatives of modern progressive music. With a few exceptions, the artists here pay faithful and very respectful tribute to a band that has so obviously inspired them."

Here's some of the noteworthy talent on Working Man:
1. Working Man: Sebastian Bach (vocals, ex-Skid Row), Jake E. Lee (guitars, ex-Ozzy, Badlands), Mike Portnoy (drums, Dream Theater), and Billy Sheehan (bass, Mr. Big).

2. By-Tor and Snow Dog: James LaBrie (vocals, Dream Theater) backed by Lee, Portnoy, and Sheehan.

3. Analog Kid: Jack Russell (vocals, Great White) Michael Romeo (guitars, Symphony X), Mike Pinella (keyboards, Symphony X), plus Mike Portnoy and Billy Sheehan again.

4. The Trees: Mike Baker (vocals, Shadow Gallery), Gary Wehrkamp (keyboards, Shadow Gallery), Portnoy and Sheehan are on this one as well.

5. La Villa Strangiato: Steve Morse (guitar, Deep Purple, Dixie Dregs), James Murphy (guitar, Testament), plus Portnoy and Sheehan.

6. Mission: Eric Martin(vocals, ex-Mr.Big), Robert Berry (everything else 3).

7. Anthem: Mark Slaughter (vocals, Slaughter), George Lynch (guitar, ex-Dokken), Deen Castronovo (drums, Journey), plus James Murphy again.

8. Jacob's Ladder: Sebastian Bach, Mike Portnoy, and Billy Sheehan return, this time with John Petrucci (Dream Theater) on guitar.

9. Closer to the Heart: Fates Warning.

10. Natural Science: Devin Townsend (vocals, Strapping Young Lad) plus James Murphy and Deen Castronovo.

11. YYZ: James Murphy and Deen Castronovo again.

12. Red Barchetta: James Labrie, Steve Morse, and James Murphy are joined by Sean Malone (bass, Gordian Knot, ex-Cynic) and Sean Reinert (drums, Gordian Knot, ex-Cynic).

13. Freewill: Gregoor Van der Loo


Enjoy!!!!!!!!!!!

26 de set de 2010

Sting - Duetos

Como digo sempre, qdo posso reposto os discos que foram deletados prq se estavam aqui algum motivo tinha e o primeiro seria o compartilhar aquilo que tenho ou que encontro e gosto ou recebo dos amigos.
Mas a lista de repostagens está aumentando, isto prq nosso 4shared hj deletou metade de uma conta do nada, creio e tenho observado isso, que conforme vai chegando um tempo ou um nºx de downs eles simplesmente "detonam" seus arquivos como já fizeram com uma conta inteira.

Existem outros sim, mas as vz tem de ser escolhidos os mais fáceis pra todos; o mediafire qqr "mané" delata e seu link vai pro espaço na hora (apesar de muito bom pra downs); o mega tb age como o 4, do nada deleta sua conta; o rapid agora depois de 30 dias inativos deleta e assim por diante os hosts vão sugando seus posts e deletando pra se manterem amigos fiéis dos caça-piratas (que nos adoram) e talvez até riam juntos de toda essa situação.

Mas, o JJ foi deletado só num dia 03 vz e depois migrou pro wordpress onde não durou 24 hs; não vou achar que aqueles que estão on line ainda como nós são mais afortunados, só que já que é assim enquanto der, aí está; mais um belo trabalho desse artista de nome simples, mas de um talento ímpar.

Aqui ele se junta á um grupo enorme de artistas e consegue um trabalho interessante, e sempre que posso arrisco em coletâneas e tributos, gosto particularmente deles e do risco em achar uma "bagaça" ou uma "jóia preciosa"

Obs: padrão de qualidade bom, dois discos, um arquivo um pouco grande e no host que ainda segura um pouco mais.Gordon Matthew Thomas Sumner, CBE (Newcastle, 2 de outubro de 1951), mais conhecido pelo seu nome artístico, Sting, é um músico, cantor e ator inglês. Natural de Wallsend, em North Tyneside, antes de sua carreira solo foi o principal compositor, cantor e baixista da banda de rock The Police. Vendeu ao longo de sua carreira mais de 100 milhões de discos,[1] e recebeu dezesseis Prêmios Grammy por seu trabalho, incluindo o seu primeiro, por "melhor performance instrumental de rock", em 1981, e recebeu uma indicação ao Oscar de melhor canção original.[2][3]

Sting, que já era conhecido no Brasil como baixista do grupo The Police, tornou-se ainda mais famoso após a turnê do disco Nothing Like the Sun, realizada no país em 1987. Após um memorável show realizado em novembro daquele ano no Estádio do Maracanã, iniciou viagens pela Amazônia, onde conheceu o cacique Raoni; após essa amizade, Sting passou a defender a causa ecológica.

Sumner, filho de Ernest Sumner, um revendedor de leite, e sua esposa Audrey Cowell, uma cabeleireira. O jovem Sumner muitas vezes ajudou o seu pai com o seu trabalho. Ele foi educado na religião católica, devido à influência de sua avó paterna irlandesa. Sting abandonou uma promissora carreira como um atleta quando levou o terceiro lugar numa competição chamada 100 Yard Sprint National Junior Championship.

Sting, que é canhoto, mostrou um talento natural para a música, tocando e organizando suas próprias canções quase imediatamente depois de tocar uma velha guitarra dada por por seu tio quando tinha oito anos de idade. Tocou com bandas locais como o jazz Phoenix Jazzman, Last Exit e Newcastle Big Band, no início de sua carreira.

Suas feições foram utilizadas inicialmente como rosto e demais características físicas do personagem de HQ John Constantine, criação do escritor inglês Alan Moore que vivia na mesma cidade natal de Sting, Newcastle, na Inglaterra.
Tracklist:

CD 1:

01. Sting & Stevie Wonder - Brand new day(Live in Asuncion Obama, 2009, USA)
02. Sting & Zucchero - Muoio per te
03. Sting & Ziggy Marley - One world
04. Sting & Charles Aznavour - Love is new everyday
05. Sting & Mary J. Blidge - Whenever I say your name
06. Sting & Rod Stewart y Bryan Adams - All for love
07. Sting & Craig David - Rise & fall
08. Sting & Sugababes - The shape of my heart
09. Sting & Youssou N'Dour - Don?t walk away
10. Sting & Lulu - Sail on sailor
11. Sting & Puff Daddy - I'll be missing you(MTV awards)
12. Sting & Antonio Carlos Jobim - How insensitive
13. Sting & Frank Zappa - Murder by numbers
14. Sting & Shawn Colvin - One day she'll love me
15. Sting & Chris Botti - In the wee small hoursCD 2:

01. Sting & Cheb Mami - Desert rose
02. Sting & Julio Iglesias - Fragile
03. Sting & Annie Lennox - We`ll be together(live)
04. Sting & Luciano Pavarotti - Panis Angelicus
05. Sting & Robert Downey Jr. - Every breath you take
06. Sting & Vicente Amigo - Send your love
07. Sting & Anoushka Shankar - The book of my life
08. Sting & Toby Keith - I'M so happy(I can't stop crying)
09. Sting & Joold Holland - Seventh son
10. Sting & Bruce Hornsby - Halcyon days
11. Sting & Ruben Blades - I can't tell
12. Sting & Andy Summers - 'Round midnight
13. Sting & Sheryl Crow - Always on your side
14. Sting & Herbie Hancock - Sister moon
15. Sting & Tony Bennet - The boulevard of broken dreams

Enjoy!!!!!!!!!!

25 de set de 2010

Edgar Allan Poe and Lou Reed - The Raven

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Dedicado ao nosso querido amigo Dead or Alive :)
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***Postagem Original: 02/06/2007***
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O bom dos lobos é serem seculares e por isto parecem ter várias vidas qdo na verdade vivem muitas vidas ao mesmo tempo.
Numa destas conheci a Neide do Portfolio X e só posso dizer que até hoje é uma das mulheres mais fortes e dedicada que já vi lutar neste ringue que humanos convivem seu dia a dia e ao receber este presente fiquei sim envaidecido, mas antes de tudo fiquei grato e muito.

Normalmente as pessoas não se lixam muito em serem ou pelo menos tentarem ser gentis umas com as outras e ainda mais neste mundo internético a desconfiança é talvez a maior ferramenta; e só realmente muito despreendimento como já acontece aqui para críticas construtivas dos amigos e visitantes, conselhos e dicas de estranhos e até gentilezas dos mais desinibidos ou talvez já mais vividos.
Não estava escondido, estava guardado, eu já faço posts extensos e sempre me preocupei que era tão bonito este que precisaria de um hora adequada mas achei por bem já que ainda estamos on line (quase prq meu speedy tá dando pau o dia todo, saco!!!) e vemos o JJ sair do ar 03 vezes em um único dia; dividir em primeiro esta bela montagem de uma das maiores obras do literatura mundial "O Corvo" de Edgar A.Poe e depois apresentar a muitos uma obra musical de Lou Reed em cima dessa peça.

Justo Lou que confesso nunca entendi muito bem qual é a dele, mas que sempre está nos principais lugares ou nos momentos certos na hora certa e aqui junta um pessoal da pesada pra uma "Book Music"? "Ópera Rock"? Não sei e nem conhecia até ter visto junto ao post, por isso um presente duplo que divido com muito prazer e carinho
O Corvo (1845)Alexandre Amorim
Na obra-prima poética de Poe, existem três personagens fundamentais: o narrador, a falecida Lenore e o corvo, um forasteiro que chega à casa do viúvo enquanto este tenta se reconfortar com seus livros e, por algum tempo, se esquecer da dor de sua perda. É exatamente nesse momento que o corvo bica a porta do narrador e o traz de volta às lembranças de sua ex-parceira, como se ele não pudesse ter se dado ao luxo de esquecê-la. Sua culpa é gerada pela tentativa de esquecer e descansar da dor que sente pela perda da mulher amada.

O prenúncio de sua culpa é expresso por seu medo de quem pode estar batendo à porta. O narrador, já perturbado pelo medo, responde às batidas como se fosse a própria Lenore a chegar a casa. Sua culpa o faz temer aquilo que antes era seu maior desejo: ver sua amada novamente.

Aliviado por perceber que o visitante é apenas um corvo, o narrador, de modo jocoso, pergunta ao pássaro seu nome. O animal responde pronunciando uma expressão que não poderia ser mais apropriada: “nunca mais”. Está feita a ligação entre o homem que perdeu sua amada para sempre e o pássaro que parece lembrá-lo de sua perda. Desse modo, o elemento fantástico é produzido: homem e animal se relacionam através de uma expressão que o deixa “maravilhado” e que vai se tornar o motivo de seu desespero. O protagonista passa do mundo real para um mundo onde só importam seu desejo e suas fantasias mórbidas, e cada tentativa desse homem para descobrir quando terminará sua dor acaba por ser respondida – sempre do mesmo modo – pelo corvo:

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".
A resposta monocórdia do pássaro é vista como “coisa do mal”, mas o que poderia ser considerado pertencente ao mundo irreal é apenas o produto da psique do narrador. Não há dicotomia entre o que acontece e o que parece estar acontecendo, a não ser na mente desse narrador. “O que o corvo responde é apenas o que o protagonista quer ouvir e que, cada vez mais, penetra nas escuras e subliminares regiões de sua melancolia”, acrescenta o teórico Edward H. Davidson. O corvo apenas repete “nunca mais”; quem dá o valor necessário para que essa expressão se torne um tormento é o próprio narrador.

Mas o clímax da relação entre o protagonista e o reflexo de sua culpa acontece quando ele, em desespero, pede ao corvo que “esqueça sua Lenore”. É a expressão máxima de sua queda: o viúvo pede ao pássaro sua cumplicidade em se negar a lembrança da esposa falecida. A resposta é a única possível a ser articulada pelo corvo – “nunca mais”: não há chance de descanso por parte do protagonista, e ele reconhece sua culpa em tentar escapar de seu próprio fardo ao pedir para se esquecer de sua amada. Seu erro não será esquecido, sua culpa não será purificada sem dor: até mesmo seu desejo primeiro de rever Lenore tem como resposta o refrão do pássaro: nunca mais.
Ao final do poema, o narrador tenta se livrar do corvo, mas não é possível se livrar de seus erros. O corvo permanece, e, na última estrofe, o viúvo afirma que sua alma está presa à sombra do pássaro, que se espalha pelo chão.

A metáfora que percorre toda a obra é concluída: a culpa expressa pelo viúvo e reforçada pela expressão repetida pelo corvo é reconhecida como uma falta a ser compensada. Poe resolve a questão do fantástico: o narrador reconhece que a voz do pássaro é sua própria voz e finalmente aceita que Lenore nunca será esquecida. A culpa se origina no homem e deve ser reconhecida e trabalhada por ele.
Além deste primor de obra (ao meu ver, me permitam)segue junto como veio uma outra obra que se pode chamar de "book music" ou "opera rock" ou até conceitual prq pra mim dá no mesmo, Lou Reed eu nunca entendi muito bem mesmo, só sei que sempre está nos lugares de destaque da música mundial e é um marco também.
E aqui ele reune de novo um puta de um time pra acompanhá-lo que só quem tem muito cacife consegue fazer,não é qqr um que se junta a qqr um pra isso, um obra conceitual ou sei lá o quê, um belíssimo disco.
For the album by The Stranglers, see The Raven (The Stranglers album).

The Raven is a concept album by Lou Reed released in 2003. Its goal is to recount the short stories and poems of Edgar Allan Poe through word and song. Both "The Bed" and "Perfect Day" are new and very different versions of well-known Reed songs from previous albums, and the song "Fire Music" is noise music. In addition to Reed it features a number of guest vocalists including Laurie Anderson, David Bowie, Antony Hegarty, Steve Buscemi and Willem Dafoe. The producer, Hal Willner, had previously overseen the Poe tribute album Closed on Account of Rabies.

The recording was simultaneously released as a two-disc set of recordings and in an edited single-disc version.

Album art and photography from New York painter Julian Schnabel.

“Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
"'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door-
Only this, and nothing more."

“Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
«Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais.
É só isso e nada mais.»”


“Ah, distinctly I remember it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.


“Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.


Eagerly I wished the morrow;- vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow- sorrow for the lost Lenore-


Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais —



...sorrow for the lost Lenore

.
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore-
Nameless here for evermore.”

Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!”



“And the silken, sad, uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me- filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating,
"'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door-
Some late visitor entreating entrance at my chamber door;-
This it is, and nothing more."

“Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
«É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isso e nada mais».”


“Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
"Sir," said I, "or Madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you"- here I opened wide the door;-
Darkness there, and nothing more.”

“E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
«Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi...» E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.”
.

“Deep into that darkness peering, long I stood there wondering, fearing,
Doubting, dreaming dreams no mortal ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word, "Lenore?"
This I whispered, and an echo murmured back the word, "Lenore!"-
Merely this, and nothing more.”

“A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais —
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isto só e nada mais.”


“Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping somewhat louder than before.
"Surely," said I, "surely that is something at my window lattice:
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore-
Let my heart be still a moment and this mystery explore;-
'Tis the wind and nothing more!"

“Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
«Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.»
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
«É o vento, e nada mais.»”


“Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,

“Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,


In there stepped a stately Raven of the saintly days of yore;
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;

Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,


But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door-
Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door-
Perched, and sat, and nothing more.”

Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
Foi, pousou, e nada mais.”

.
“Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore.
"Though thy crest be shorn and shaven, thou," I said, "art sure no craven,
Ghastly grim and ancient Raven wandering from the Nightly shore-
Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning- little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blessed with seeing bird above his chamber door-
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,
With such name as "Nevermore."

“E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
«Tens o aspecto tosquiado», disse eu, «mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.»
Disse-me o corvo, «Nunca mais».”

“Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

Com o nome «Nunca mais».”


“But the Raven, sitting lonely on the placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered- not a feather then he fluttered-
Till I scarcely more than muttered, "Other friends have flown before-
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before."
Then the bird said, "Nevermore."

“Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master whom unmerciful Disaster
Followed fast and followed faster till his songs one burden bore-
Till the dirges of his Hope that melancholy burden bore
Of 'Never- nevermore'."

“Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos — mortais
Todos — todos lá se foram. Amanhã também te vais».
Disse o corvo, «Nunca mais».”

“A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
«Por certo», disse eu, «são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este «Nunca mais».”


“But the Raven still beguiling all my fancy into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird, and bust and door;
Then upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore-
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt and ominous bird of yore
Meant in croaking "Nevermore."

“Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele «Nunca mais».”


“This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamp-light gloated o'er,
But whose velvet violet lining with the lamp-light gloating o'er,
She shall press, ah, nevermore!”

“Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!”


“Then methought the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by Seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor.
"Wretch," I cried, "thy God hath lent thee- by these angels he hath sent thee
Respite- respite and nepenthe, from thy memories of Lenore!
Quaff, oh quaff this kind nepenthe and forget this lost Lenore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

“Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
«Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».”


"Prophet!" said I, "thing of evil! - prophet still, if bird or devil! -
Whether Tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate yet all undaunted, on this desert land enchanted-
On this home by Horror haunted-


tell me truly, I implore-
Is there- is there balm in Gilead?- tell me- tell me, I implore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."


"Prophet!" said I, "thing of evil! - prophet still, if bird or devil!
By that Heaven that bends above us- by that God we both adore-
Tell this soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden whom the angels name Lenore-
Clasp a rare and radiant maiden whom the angels name Lenore."
Quoth the Raven, "Nevermore."

“«Profeta», disse eu, «profeta — ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».”

.
"Be that word our sign in parting, bird or fiend," I shrieked, upstarting-

“«Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse. «Parte!


Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken!- quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».”
.

“And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming,
And the lamp-light o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted- nevermore!”

“E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!”

Personnel
Lou Reed - vocals, guitar
Mike Rathke - guitar
Fernando Saunders - bass, guitar
Tony "Thunder" Smith - drums
Friedrich Paravicini - piano, keyboards
Jane Scarpantoni - cello, string arrangement
Doug Wieselman - baritone & tenor saxophone
Paul Shapiro - tenor saxophone
Steve Bernstein - trumpet, horn arrangement
Art Baron - trombone on "Broadway Song"
Ornette Coleman - alto saxophone on "Guilty"
Frank Wulff - hurdy gurdy, oboe
Kate & Anna McGarrigle - backing vocals
Antoine Silverman - violin
Marti Sweet - violin
Patrick Carroll - bass & drum programming on "Who Am I? (Tripitena's Song)"
Shelly Woodworth - English horn on "Who Am I? (Tripitena's Song)"
Russ DeSalvo - guitar & keyboards on "Who Am I? (Tripitena's Song)"
Rob Mathes - string arrangement on "Who Am I? (Tripitena's Song)"
Ric Wake - production on "Who Am I? (Tripitena's Song)"
Laurie Anderson - vocals on "Call On Me"
Antony Hegarty - vocals on "Perfect Day", backing vocals
David Bowie - vocals on "Hop Frog"
The Blind Boys of Alabama - backing vocals on "I Wanna Know (The Pit And The Pendulum)"
Willem Dafoe - voice on "The Conqueror Worm", "The Raven" and "The Cask"
Steve Buscemi - voice on "Broadway Song", "Old Poe" & "The Cask"
Elizabeth Ashley - voice on "The Valley Of Unrest"
Amanda Plummer - voice on "Tripitena's Speech"
Limited edition double CD set
Disc 1: Act 1
1."The Conqueror Worm"
2."Overture"
3."Old Poe"
4."Prologue (Ligiea)"
5."Edgar Allan Poe"
6."The Valley of Unrest"
7."Call on Me"
8."The City in the Sea / Shadow"
9."A Thousand Departed Friends"
10."Change"
11."The Fall of the House of Usher"
12."The Bed"
13."Perfect Day"
14."The Raven"
15."Balloon"

Disc 2: Act 2
1."Broadway Song"
2."The Tell-Tale Heart (Pt. 1)"
3."Blind Rage"
4."The Tell-Tale Heart (Pt. 2)"
5."Burning Embers"
6."Imp of the Perverse"
7."Vanishing Act"
8."The Cask"
9."Guilty", spoken
10."Guilty", sung
11."A Wild Being from Birth"
12."I Wanna Know (The Pit and the Pendulum)"
13."Science of the Mind"
14."Annabel Lee - The Bells"
15."Hop Frog"
16."Every Frog Has His Day"
17."Tripitena's Speech"
18."Who Am I? (Tripitena's Song)"
19."Courtly Orangutans"
20."Fire Music"
21."Guardian Angel"

Enjoy!!!!!!!!!!

23 de set de 2010

Bernd Steidl - Paganiniana

Como havia dito anteriormente, aqui está mais um deste músico alemão que veio da turma do Mike Varney e como ninguém tem obrigação de acompanhar o blog como um livro, também alguns podem nem imaginar quem seja e só pra resumir o conheci com o "L.A.Blues Authority vol.02" qdo volta de vez pra luz o talento de Glenn Hughes num disco totalmente feito em Blues.

Apaixonado que sou resolvi à época entender quem era este cara ( o Mike) e aí conheci seu trabalho com o selo Shrapnel Label Group e seus subprodutos do "Blues Bureau".
Em qualquer uma das áreas ele só trouxe músicos indiscutívelmente perfeitos e de estilos dos mais variados como é o caso deste alemão que tem lá seu jeitão mas me lembra muito Al Di Meola, não sei prq, talvez pelo flamenco, talvez pela intensidade ou pelo talento sei láFica claro que a área dele como no primeiro trabalho já postado aqui, é sempre derivando para o clássico e usando uma palavra meio manjada, fazendo uma releitura à sua maneira do mestre italiano Paganini, o que Bernd classifica de "muito difícil sequer tentar fazer" pela perfeição de seu criador.

Mas o que me encanta nisso tudo são os artistas que fizeram a base da gravadora, seus trabalhos em conjunto e seus álbuns solo, além das homenagens onde praticamente todos que estavam na época participavam como nos "L.A.Blues vols 03 em homenagem à Albert King, o vol 04 à S.R.V e o vol 05 que saiu como Cream of the Crop numa geral ao bom e amado Blues.

Todos sem excessão e sem estrelismo participavam como no caso do Hughes que antes de ter seu disco participou do vol 01 cantando em só uma música onde tocava com ele Stu Hamm, e o único que participou de todas as músicas foi o "fominha"do Kevin Russel que depois ainda lançou mais 03 trabalhos chamados San Francisco Summit que subo qqr hora dessas, mas se quiserem baixar por aí são álbuns tb muito bons.

Com o Mike voltaram a ativa Greg Howe, Ritchie Kotzen, Tony Macalpine e até Leslie West que estava bem sumido na época e acho isso um dom, eles ganharam, o selo ganhou mas todos nós fomos presenteados e aqui está mais uma prova disso, espero gostem como eu.

Obs: Um disco tão curto (de 2001) que nem se nota qdo acaba, faz falta o som,rs.Bernd Steidl's highly anticipated second album, "Paganiniana" is an acoustic showcase of adventurous compositions and phenomenal technique.

Falling between Nuevo Flamenco, World and Classical idioms, Bernd Steidl has the technique of a master and thus the attention of the guitar community. Highlights of the album are ""Paganiniana" 1" and ""Paganiniana" 2", in which Steidl offers his own interpretations of the great 19th century Italian artist. "It's difficult to play Paganini on acoustic guitar because you have to play his music with real precision," says Steidl.

"If you play sloppy, everything is just gone." Steidl is anything but sloppy, as he delivers his machine-gun solos with a passion and technical mastery that would no doubt have pleased Paganini himself.
The Artists

Bernd Steidl - Guitar, Keyboards, Piano, Arrangement, Production

Helmut Rainer - Additional Keys, Production, Mixing, Digital Editing, Mastering

Philippa Armstrong - Additional Vocals

Mike Varney - Executive Production

Sigi Hengstenberg - Photography, Concept

Christiane Froschl-Freitag - Photography, ConceptTracklist

1. Hrx [00:25]
2. Made in Germany [03:05]
3. Apocalypse [04:50]
4. Paganiniana 1 [02:01]
5. Paganiniana 2 [03:07]
6. Albinoni Adagio [04:19]
7. Dreams [03:11]
8. Scriabin [03:04]
9. Infinity [04:04]
10. White Nights [03:11]
11. Cyberworld [03:33]
12. European Heaven [02:55]

Total time 00:37:45

Enjoy!!!!!!!!!!!!!! or Enjoy too!!!!!!!

22 de set de 2010

Astor Piazzolla and Gerry Mulligan - Live in Italy 1974

Dizem que ao ganharmos um presente devemos agradecer, isto pelo menos no ocidente, prq em alguns lugares do oriente deve-se dar outro e até na europa alguns lugares tem suas próprias tradições e os presentes não precisam ser necessariamente, jóias ou carros.

Como a mente deste lobo anda mais doida que o normal, eu passei batido a perda de um grande amigo e mestre, o radialista Lourival Pacheco, que por 40 anos foi a "voz"do principal jornal da rádio Bandeirantes AM, o "Primeira Hora".

O velho mestre nos deixou dia 01º, vítima de uma parada cardíaca e dele só tenho boas recordações, inclusive de sua grandiosidade com "pequenos e grandes"; mas se vc procurar só vai encontrar pessoas que o amaram por sua gentileza e comigo não foi diferente.Qdo da primeira vez que fui "assistir" Walker Blaz, Ferreira Martins e Lourival no estúdio, ele com aquele seu jeitão de paizão fez um gesto com a mão pra que eu entrasse no estúdio e sentasse ao lado dele e isso com o jornal à mil e os três se revezando como era tradição; sentei-me e fiquei maravilhado com aquilo, com os melhores trabalhando e eu vendo tudo e aí mais um gesto daquele que admiro e muito.

Ele simplesmente me envolve num abraço e fala ao meu ouvido:
-Que bom que veio nos visitar menino!!!!!
Alí fiquei até o fim e sempre super bem tratado pelos três que brincavam entre si e se provocavam em amizade e me colocavam junto às suas conversas.

Aquilo foi só o início de uma carreira e um dos muitos gestos de carinho e respeito que ele me dispensava, carreira que só parei prq o mercado se prostituiu tanto que não nasci pra servir de escada pra politico safado e burro que se locupletou as custas de roubar a nação, mas como já disse em outras oportunidades, o rádio sempre foi e é minha paixão.Graças a nossa Querida Lucy, recebi e recebemos de presente este vídeo que segue abaixo, da união de dois dos maiores instrumentistas de todos os tempos e que divido com quem quiser sentir a emoção da melhor música do álbum pra mim e que ela com seu talento e memória lembrou qdo este lobo em outra vida colocava na web um simples programa com a músicas que gosto como aqui no blog.



Sinceramente?

Tudo me emocionou, a lembrança de um dia tão sofrido pra quem gosta do que faz e não o faz mais por quais motivos sejam; a perda de um "pai"e "amigo querido" e a musicalidade de dois músicos que só podemos ver hoje porque a rai ainda guardou os arquivos e alguém postou na rede.

Lucy?

Dia do Radialista, dia 21 de setembro

Sem palavras apesar das muitas acima.

Gerry Mulligan, nome artístico de Gerald Joseph Mulligan (Nova Iorque, 6 de abril de 1927 — Darien, 20 de janeiro de 1996) foi um saxofonista de jazz norte-americano.

Mulligan aprendeu piano e instrumentos de sopro quando adolescente e aos 17 anos escrevia arranjos para a banda de rádio de Johnny Warrington.

Especializou-se no sax barítono, instrumento no qual tornou-se, talvez, a maior referência mundial. Com um timbre riquíssimo e grande agilidade, com improvisações extremamente melódicas, dando preferência por atmosferas mais intimístas, foi um dos principais expoentes do cool jazz, participando das gravações do célebre disco do trompetista Miles Davis, "Birth of the Cool".

Criou o primeiro quarteto de jazz sem piano, com Bob Whitlock, (contrabaixo), Chico Hamilton (bateria), e Chet Baker (trompete).

Trabalhou com Gene Krupa, Miles Davis, Paul Desmond, John Coltrane, Dave Brubeck (1968-1972) e Astor Piazzolla, entre outros.

Faleceu em 1996 devido às complicações causadas por uma cirurgia de joelho.
Ástor Pantaleón Piazzolla (Mar del Plata, 11 de março de 1921 — Buenos Aires, 4 de julho de 1992) foi um bandeonista e compositor argentino.

Compositor de tango mais importante da segunda metade do século XX, estudou harmonia e música erudita com a compositora e diretora de orquestra francesa Nadia Boulanger, que foi aluna de Sergei Rachmaninoff. Em sua juventude, tocou e realizou arranjos orquestrais para o bandoneonista, compositor e diretor Aníbal Troilo.

Quando começou a fazer inovações no tango, no ritmo, no timbre e na harmonia, foi muito criticado pelos tocadores de tango mais antigos. Ao voltar de Nova Iorque, Piazzolla já mostrava a forte influência do Jazz em sua música, estabelecendo então uma nova linguagem, seguida até hoje.

Quando os mais ortodoxos, durante a década de 60, bradaram que a música dele não era de fato tango, Piazzolla respondia-lhes que era música contemporânea de Buenos Aires. Para seus seguidores e apreciadores, essa música certamente representava melhor a imagem da metrópole argentina.

Piazzola deixou uma discografia invejável, tendo gravado com Gary Burton, Tom Jobim, entre outros músicos que o acompanharam, como o também notável violinista Fernando Suarez Paz.

Algumas de suas composições mais famosas são Libertango e Adiós Nonino. Libertango é uma das mais conhecidas, sendo que esta e constantemente tocada por diversas orquestras de todo o mundo.

A canção Adiós Nonino, outra das mais conhecidas composições, foi feita em homenagem a seu pai, quando este estava no leito de morte, Vicente “Nonino” Piazzolla em 1959. Após vinte anos, Astor Piazzola diria “Talvez eu estivesse rodeado de anjos.

Foi a mais bela melodia que escrevi e não sei se alguma vez farei melhor.” Por muito tempo recusou escrever ou encaixar textos a sua grande obra-prima, porém, aceitou a proposta da cantora argentina Eladia Blásquez que lhe apresentou um poema que havia escrito sob a versão musical, e ele, comovido, concordou. Insta consignar que Eladia renunciou qualquer direito autoral, enaltecendo ainda mais a grande obra do tango
Temas:

01 - 20 Years Ago
02 - Close your eyes and listen
03 - Years Of Solitude
04 - Deus Xango
05 - 20 years after
06 - Aire de Buenos Aires
07 - Reminiscence
08 - Summit

Obs: Trouxe a versão original do disco e uma imagem já da capa remasterizada, como sou associado do Taringa, lá se encontra jóias como estas que só precisei somar, isso pra mim é somar e dá o mesmo trabalho subir algo meu ou procurar, mas assim já valorizo quem faz a mais tempo.

Disfrutar de