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22 de set de 2010

Astor Piazzolla and Gerry Mulligan - Live in Italy 1974

Dizem que ao ganharmos um presente devemos agradecer, isto pelo menos no ocidente, prq em alguns lugares do oriente deve-se dar outro e até na europa alguns lugares tem suas próprias tradições e os presentes não precisam ser necessariamente, jóias ou carros.

Como a mente deste lobo anda mais doida que o normal, eu passei batido a perda de um grande amigo e mestre, o radialista Lourival Pacheco, que por 40 anos foi a "voz"do principal jornal da rádio Bandeirantes AM, o "Primeira Hora".

O velho mestre nos deixou dia 01º, vítima de uma parada cardíaca e dele só tenho boas recordações, inclusive de sua grandiosidade com "pequenos e grandes"; mas se vc procurar só vai encontrar pessoas que o amaram por sua gentileza e comigo não foi diferente.Qdo da primeira vez que fui "assistir" Walker Blaz, Ferreira Martins e Lourival no estúdio, ele com aquele seu jeitão de paizão fez um gesto com a mão pra que eu entrasse no estúdio e sentasse ao lado dele e isso com o jornal à mil e os três se revezando como era tradição; sentei-me e fiquei maravilhado com aquilo, com os melhores trabalhando e eu vendo tudo e aí mais um gesto daquele que admiro e muito.

Ele simplesmente me envolve num abraço e fala ao meu ouvido:
-Que bom que veio nos visitar menino!!!!!
Alí fiquei até o fim e sempre super bem tratado pelos três que brincavam entre si e se provocavam em amizade e me colocavam junto às suas conversas.

Aquilo foi só o início de uma carreira e um dos muitos gestos de carinho e respeito que ele me dispensava, carreira que só parei prq o mercado se prostituiu tanto que não nasci pra servir de escada pra politico safado e burro que se locupletou as custas de roubar a nação, mas como já disse em outras oportunidades, o rádio sempre foi e é minha paixão.Graças a nossa Querida Lucy, recebi e recebemos de presente este vídeo que segue abaixo, da união de dois dos maiores instrumentistas de todos os tempos e que divido com quem quiser sentir a emoção da melhor música do álbum pra mim e que ela com seu talento e memória lembrou qdo este lobo em outra vida colocava na web um simples programa com a músicas que gosto como aqui no blog.



Sinceramente?

Tudo me emocionou, a lembrança de um dia tão sofrido pra quem gosta do que faz e não o faz mais por quais motivos sejam; a perda de um "pai"e "amigo querido" e a musicalidade de dois músicos que só podemos ver hoje porque a rai ainda guardou os arquivos e alguém postou na rede.

Lucy?

Dia do Radialista, dia 21 de setembro

Sem palavras apesar das muitas acima.

Gerry Mulligan, nome artístico de Gerald Joseph Mulligan (Nova Iorque, 6 de abril de 1927 — Darien, 20 de janeiro de 1996) foi um saxofonista de jazz norte-americano.

Mulligan aprendeu piano e instrumentos de sopro quando adolescente e aos 17 anos escrevia arranjos para a banda de rádio de Johnny Warrington.

Especializou-se no sax barítono, instrumento no qual tornou-se, talvez, a maior referência mundial. Com um timbre riquíssimo e grande agilidade, com improvisações extremamente melódicas, dando preferência por atmosferas mais intimístas, foi um dos principais expoentes do cool jazz, participando das gravações do célebre disco do trompetista Miles Davis, "Birth of the Cool".

Criou o primeiro quarteto de jazz sem piano, com Bob Whitlock, (contrabaixo), Chico Hamilton (bateria), e Chet Baker (trompete).

Trabalhou com Gene Krupa, Miles Davis, Paul Desmond, John Coltrane, Dave Brubeck (1968-1972) e Astor Piazzolla, entre outros.

Faleceu em 1996 devido às complicações causadas por uma cirurgia de joelho.
Ástor Pantaleón Piazzolla (Mar del Plata, 11 de março de 1921 — Buenos Aires, 4 de julho de 1992) foi um bandeonista e compositor argentino.

Compositor de tango mais importante da segunda metade do século XX, estudou harmonia e música erudita com a compositora e diretora de orquestra francesa Nadia Boulanger, que foi aluna de Sergei Rachmaninoff. Em sua juventude, tocou e realizou arranjos orquestrais para o bandoneonista, compositor e diretor Aníbal Troilo.

Quando começou a fazer inovações no tango, no ritmo, no timbre e na harmonia, foi muito criticado pelos tocadores de tango mais antigos. Ao voltar de Nova Iorque, Piazzolla já mostrava a forte influência do Jazz em sua música, estabelecendo então uma nova linguagem, seguida até hoje.

Quando os mais ortodoxos, durante a década de 60, bradaram que a música dele não era de fato tango, Piazzolla respondia-lhes que era música contemporânea de Buenos Aires. Para seus seguidores e apreciadores, essa música certamente representava melhor a imagem da metrópole argentina.

Piazzola deixou uma discografia invejável, tendo gravado com Gary Burton, Tom Jobim, entre outros músicos que o acompanharam, como o também notável violinista Fernando Suarez Paz.

Algumas de suas composições mais famosas são Libertango e Adiós Nonino. Libertango é uma das mais conhecidas, sendo que esta e constantemente tocada por diversas orquestras de todo o mundo.

A canção Adiós Nonino, outra das mais conhecidas composições, foi feita em homenagem a seu pai, quando este estava no leito de morte, Vicente “Nonino” Piazzolla em 1959. Após vinte anos, Astor Piazzola diria “Talvez eu estivesse rodeado de anjos.

Foi a mais bela melodia que escrevi e não sei se alguma vez farei melhor.” Por muito tempo recusou escrever ou encaixar textos a sua grande obra-prima, porém, aceitou a proposta da cantora argentina Eladia Blásquez que lhe apresentou um poema que havia escrito sob a versão musical, e ele, comovido, concordou. Insta consignar que Eladia renunciou qualquer direito autoral, enaltecendo ainda mais a grande obra do tango
Temas:

01 - 20 Years Ago
02 - Close your eyes and listen
03 - Years Of Solitude
04 - Deus Xango
05 - 20 years after
06 - Aire de Buenos Aires
07 - Reminiscence
08 - Summit

Obs: Trouxe a versão original do disco e uma imagem já da capa remasterizada, como sou associado do Taringa, lá se encontra jóias como estas que só precisei somar, isso pra mim é somar e dá o mesmo trabalho subir algo meu ou procurar, mas assim já valorizo quem faz a mais tempo.

Disfrutar de