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26 de fev de 2010

Wraygunn - Eclesiastes 1:11 (2005) Shangri-La (2007)

WrayGunn - Eclesiastes 1.11:

O Álbum (maio 2005), Eclesiastes 1:11, foi explosivo no mundo do Rock...!!!
Este álbum é um misto de rock garage, de soul, de blues e de gospel, o som de Wraygunn parece sair das Igrejas do Tenessee nos títulos "Soul City", "Keep on prayin’" o "Don’t you Know" mas transforma-se em punk tóxico nos títulos "Drunk or stoned" e "She’s a speed freak".

A banda:

A renovada formação dos Wraygunn se compõe de:
Paulo Furtado (voz e guitarras),
Raquel Ralha (voz),
Sérgio Cardoso (baixo),
Francisco Correia (sampler, gira-discos e outros objectos),
Pedro Pinto (bateria e percussões), que permanecem e a quem se junta
João Doce (bateria e percussões).
Wraygunn (Shangri-lá) 2007

Com muito falatório à sua volta, cá dentro e lá fora (especialmente em França), os conimbricences Wraygunn tornaram-se alvo de uma exposição mediática a que não estavam habituados e, três anos depois do consagrado Eclesiastes 1:11, apresentam-se com as mesmíssimas premissas que os certificaram como um dos ensembles mais cativantes do panorama luso.

As afinidades com a música da América negra, particularmente blues, gospel e soul, são as ferramentas estruturais das canções, assim se firmando o traço de continuidade em relação a trabalhos anteriores.
Contudo, a banda de Paulo Furtado (sem a "máscara" de lendário homem-tigre) não se cinge a meramente decalcar as referências passadas.

Ao invés disso, Shangri-La dá mostras de um certo inconformismo estético de uma banda segura do seu percurso, capaz de preservar as mais-valias da sua identidade e referências históricas (sem escorregar para o anacronismo) mas, sobretudo, com vontade de vincar um discurso próprio e alargar a sua marcha a substâncias modernas (a electrónica também mora aqui...), em orgulhosa marginalidade do mainstream.
Este é o idílico poiso musical dos Wraygunn e, como James Hilton o fantasiou num qualquer vale dos Himalaias, Paulo Furtado e seus pares mostram-no agora numa metáfora apuradíssima de sons, a demarcar-se da letárgica atrofia do panorama rock português.

E a buscar a utopia da perfeição e o charme da meditação.


Wraygunn - Eclesiastes 1:11

Wraygunn - Shangri-La

Obs: Quem me fez a presença desse som de Portugal foi o amigo Sérgio do blog Sérgio Sonico e me falou até de uma maneira estranha (liguem não ele é meio doido como eu mesmo,rs):
-Dead ouça mas me diga a verdade o que acha deles!!!!!

O Sérgio é uma figura e de vez em qdo discordamos completamente de tudo ou concordamos com quase nada, mas este som tem algo de diferente mesmo; não que a música foi reinventada, nada na linha de um Brian Eno, mas a rapaziada faz algo realmente que chama a atenção ao começar a primeira música do primeiro disco com o discurso de Marthin Luther King, e de repente vc está esperando tudo, menos o que se segue e por aí afora vai sempre surpreendendo.

Não que eu não tenha ouvido ou vc bandas de moleques fazendo isso antes, já ouvimos sim, mas da forma e com a intensidade deles ouvi poucas e espero que surjam mais; estamos precisando.
Resolvi responder ao Sérgio assim, postando o trabalho dele que trouxe inclusive com seus links e tb fazer um agradecimento aos amigos de Portugal que sempre estão presentes inclusive nos momentos difíceis dando força e apoio.

Outra obs: Só fiz alguns pequenos ajustes, mas acredito não ter alterado o post original.

Desfrutem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!